quarta-feira, 30 de julho de 2008

Igreja do Evangelho Quadrangular, onde nasci pela segunda vez


"O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito."

João 3:6



É notório aos que comigo convivem, a patente tristeza e pesar que sinto diante do desligamento dos amados pastores, e possivelmente o meu também, da IEQ em nossa cidade. Reforço: possivelmente.

Como membro da Igreja do Evangelho Quadrangular há 15 anos, não estou nenhum pouco em festa com tudo que temos vivenciado nos últimos meses, nem tampouco com a decisão tomada.
Nunca escondi minha opinião a respeito, a qual deixo pública neste Blog, sob pena de ser mal compreendida ou até mesmo preterida por alguns irmãos, todavia isto não me arrefece; e como vivemos num país livre, onde temos o direito à livre expressão, me atrevo a continuar expondo meu parecer.

No que tange à motivação do desligamento, o que nos foi apresentado, embora não claro nem oficial, é que o mesmo se dá devido à discordância da postura de alguns líderes da IEQ, que estariam em atitudes não condizentes ao Evangelho de Cristo.
Pois bem, acho isso louvável, quando não nos moldamos pelos padrões mundanos de administração. Todavia vale lembrar que:

A Igreja do Evangelho Quadrangular é uma obra de Deus, ela não pertence ao CND, CED ou qualquer pessoa que valha; mas ela pertence única e exclusivamente ao Senhor Jesus Cristo. Sendo a obra de Deus e não de líderes convêm nos atentarmos que: liderança passa, mas a obra permanece, para que cresça em aperfeiçoamento até a vinda do Senhor Jesus. Por esta causa é que não encontramos igrejas (denominações) perfeitas, pois estas são constituídas por homens, e onde há seres humanos ali sempre haverá falhas e imperfeições. Por favor, me compreendam que não temos com isso uma justificativa para atitudes infames, não é este o foco para o qual aponto. O que quero dizer é que, se a obra é de Deus, então Ele como Dono da obra, não a abandonou ao caos, pelo contrário, no seu devido tempo dará a justa retribuição a cada um de nós, isto inclui as devidas correções a todos que trabalham em Sua obra, desde o menor até o maior, refiro-me aos graus de responsabilidades e hierarquia. Ninguém fica impune diante do Senhor, pois é Deus zeloso e dEle ninguém se zomba.

Uma colocação que me chamou a atenção no e-mail do Pr. Roberto (aqui) é quando diz que foram dadas oportunidades de um acordo amigável para que não houvesse a divisão em nossa cidade. Pois bem, sei que nossos pastores estão mais resguardados em tecer comentários abrangentes nos púlpitos, e é meritória tal atitude. Não obstante, o que se diz é que “fomos proibidos de continuar na IEQ”não servimos mais como pastores na IEQ”, dando a impressão de expulsão ou no mínimo de terem sido forçados a se retirarem, e isso me causou certa estranheza porque tenho fortes motivos para crer que as coisas não foram bem por este caminho. Portanto, creio que transparência é o mínimo a que temos direito para tomarmos uma decisão tão importante em nossas vidas. Porque sair de uma denominação não é uma festinha de ôba-ôba para ser comemorada, é algo sério, na verdade muito sério. Não podemos tomar decisões calcadas em sentimentalismo, amizade ou o que valha.

Sou criticada por alguns, tida por extremamente racional, mas isto é para quem não me conhece por convivência diária. O que ocorre é que, nos momentos em que preciso decidir-me por algo, creio que uma avaliação profunda e a análise de todos os prós e contras tornam-se indispensáveis. E é isso que tenho feito nestes últimos dias, aliados é claro, à oração.

Bem, certamente que o Deus da Paz, nos dará o direcionamento em todas as coisas.
Minha oração tem sido que eu possa perceber a perfeita vontade do Pai para minha vida, uma vez que um dia dispus-me a Ele dizendo: “eis-me aqui, usa-me”.

Então, para onde Ele me conduzir, irei eu.

Decisão tomada: Leia aqui
A Paz!

As 3 rãs



TRÊS RÃS NO TRONCO


Um menino pediu ao pai para adivinhar a seguinte charada:


- Três rãs estavam sentadas num tronco. Uma delas decidiu saltar. Quantas ficaram?


- Duas, claro.


- Não, papai, ficaram três. Eu disse que uma delas "decidiu saltar". Eu não falei que ela já tinha saltado.



"O que responde antes de ouvir comete estultícia que é para vergonha sua." Provérbios 18.13



Essa breve ilustração reflete uma verdade. Sempre quando alguém se apressa em algo, o resultado pode ser desastroso.



Pense nisto.







terça-feira, 29 de julho de 2008

Tomando decisões



Algumas pessoas, mais próximas a mim, têm acompanhado que estou atravessando um momento muito difícil em minha vida.

É um momento de decisão, e entendo que toda decisão importante a ser tomada, deve ser muito pensada, ponderada e avaliados todos os prós e contras.

Mas também é um tempo em que Deus tem me dado, pela Sua infinita misericórdia e graça, a oportunidade de contar com o apoio de muitas pessoas especiais, que imparcialmente têm me ajudado neste período, por fone, e-mails, pessoalmente, seja com conselhos, com orações, como é o caso da irmã Hilda, irmã Drika, Pr. Pacheco, Pr. Zé Maria, Pr. Hélio, irmão Clóvis, irmão Samir entre outros.

Deus também colocou em meu caminho, exatamente neste momento, um casal especial, Pr. Marcos e sua esposa Pra. Regina, com os quais tive a oportunidade de ministrar uma singela palestra para a equipe de louvor de sua igreja no último dia 28/07, e fui ricamente abençoada pelos irmãos de lá.

Quero então aproveitar este meu espaço e colocar um artigo que o Pr. Marcos me enviou, da autoria do Nélio da Silva.

Se você também precisa tomar uma decisão importante, este texto pode ser de alguma valia para elucidar alguns pontos relevantes, mas não dispense o principal: a oração.

Boa leitura.





Como Avaliar uma Possível Mudança de Ministério
Por: Nélio Da Silva



Existe um velho provérbio que afirma: "Uma pedra atirada na hora certa é muito melhor que o ouro presenteado na hora errada." Tem sido inúmeras as vezes em que líderes tem me perguntado com uma expressão facial preocupada e ansiosa: - "Quais são os parâmetros que necessariamente tenho de obedecer a fim de decidir se devo ou não permanecer em uma determinada igreja?" Toda e qualquer pessoa em uma posição de liderança compreende muito bem a importância e a absoluta necessidade de tomar uma decisão correta na hora e no momento apropriado. Um erro de cálculo nesta decisão pode ser sinônimo de muitas dores as quais trarão consigo fatalmente enormes chagas e posteriormente incalculáveis cicatrizes emocionais.



É inevitável que todos nós eventualmente temos que tomar sérias e importantes decisões e muitas vezes nós não nos damos conta que a vida está sobrecarregada de um processo de decisões. A decisão que tomamos quando tínhamos vinte anos de idade pode ter sido boa e a mais acertada para aquela idade em particular, mas existem outras decisões que devem ser tomadas à luz do processo do momento em que nos encontramos. Porém, é através da habilidade de analisar o momento certo de se tomar uma decisão é que pode nos dar os subsídios a fim de fazer uma grande diferença.



Nos últimos dez anos eu tive que tomar as decisões mais sérias de toda a minha vida. Foram decisões difíceis e que certamente - eu estava consciente - trariam enormes conseqüências, não apenas para a minha vida pessoal, mas para a minha família e para muitas outras pessoas. Em tempos de sérias decisões eu aprendi a fazer algumas perguntas que me ajudaram tremendamente a entender o meu momento histórico e espero que ao compartilhar com você algumas dessas perguntas, você possa ser encorajado também no seu momento atual. É meu desejo sincero e ardente ser essencialmente prático ao tentar ajudar pastores, líderes, homens de negócios ou até mesmo qualquer pessoa que está se questionando se já não chegou a hora de tomar uma decisão relacionado à sua geografia. Eis aqui dez perguntas que tenho feito a mim mesmo ao me questionar se devo ou não fazer as malas e vislumbrar um novo ministério.



Já alcancei os anos mais produtivos do meu ministério nessa igreja/organização?



Eu creio sinceramente que deve haver um momento quando nós olhamos para dentro de nós mesmos e de uma maneira integra e honesta venhamos a formular a seguinte pergunta: "Eu estou hoje num estágio onde o meu ministério tem sido eficiente para a vida desta igreja/organização?" Exemplo: para um pastor que está iniciando o seu ministério em uma determinada igreja é quase certo que aquele primeiro pastorado - via de regra - será a de um curto pastorado. A razão para isto é que ele não tem experiência, ele vai cometer uma série de erros, ele irá se desencorajar e possivelmente o período de uma três anos é um período caracterizado por um processo de aprendizado. O fato é que os anos mais produtivos de um ministério - em termos gerais - não estão nos primeiros anos de uma carreira ministerial. Essa á a razão para a relevância dessa pergunta número um. Observadores afirmam que são necessários um mínimo de cinco anos antes que um líder venha a ser realmente eficiente num ministério ou numa organização. Para um líder que muda de igreja a cada três anos é simplesmente impossível atingir os seus anos mais eficientes. É necessário você perguntar a si mesmo não apenas sobre a sua idade cronológica, a idade da sua carreira, mas é fundamental perguntar a si mesmo: "Nessa igreja/organização, eu já alcancei os mais produtivos anos do meu ministério?"




Eu tenho um sonho e paixão por esse trabalho?



O escritor Mack Davis declarou certa vez: "Quando o sonho de um homem é anulado não há mais nada a fazer a não ser preparar o seu funeral." Essa pergunta lhe leva a um outro examinar significativo. É quando você se pergunta: "A minha visão está intacta? O meu sonho ainda está palpitando forte em meu coração?"







Os meus dons estão sincronizados com a tarefa que tenho a cumprir?



Em outras palavras, as minhas áreas fortes de atuação estão alinhadas com as demandas que estão sobre mim nesse campo de trabalho em particular? Os meus dons "batem" com aquilo que eu estou fazendo? Dois fatores ocorrem quando você está se aproximando dos seus anos de maturidade ministerial. Número 1: você se dá conta daquelas coisas que você faz bem e se sente bem em faze-las. Número 2: você se dá conta daquelas coisas que você não faz bem feito e você não se sente bem em faze-las. Uma das coisas mais tristes que tenho observado é de contemplar líderes posicionados e operando numa posição onde - decididamente - eles não são eficientes e, consequentemente, não produtivos. Por experiência própria, eu costumava me sentir culpado quando me dava conta da minha completa inabilidade para desempenhar certas funções pastorais; e a culpa vinha porque eu não sentia prazer naquilo que estava fazendo. Muitas coisas que eu fazia e até aos olhos das outras pessoas dava a impressão que eu fazia muito bem. Porém, à medida em que fui amadurecendo, fui também compreendendo que aquelas tarefas não estavam em sincronia com o meu temperamento, minha personalidade e nem com a combinação dos meus dons. É necessário que você conheça realisticamente os seus pontos fortes, mas também é necessário que você conheça objetivamente os seus pontos fracos.




Estou filosoficamente compatível com as pessoas as quais estou trabalhando?



Essa é uma pergunta decisiva antes de fazer as malas ou decidir ficar no lugar onde você se encontra. É quando eu medito nessa questão: "As pessoas com as quais estou ombro a ombro nesse ministério, elas estão na mesma "faixa de onda" em que eu me encontro?" O fato é que se filosoficamente você não está compatível com as pessoas que estão liderando e ministrando com você, certamente que você está em problemas e tudo o que você irá enfrentar é uma série contínua de conflitos sem uma previsão imediata de solução. Quando filosificamente não existe compatibilidade, a questão deixa de ser quem está errado ou quem está certo, mas sim a evidência de uma grave problemática de se ter duas ou mais direções tomando lugar e como resultado o caos passa a ser lugar comum.



Minha formação social e cultural se encaixa com esta igreja/organização?



Essa é uma outra boa pergunta que tem muito me ajudado através dos anos. A prática tem me mostrado que muitos pastores que tem uma formação cultural e social no sul do país - por exemplo - tem uma dificuldade muito grande de se ajustarem no nordeste do país e vice-versa. Isso não é uma questão de certo ou errado. Isso na realidade apenas significa que o modus operandus de se pensar e atuar terá como base fatores sociais e culturais. Eu não vou citar uma região em particular, mas existem certas regiões do nosso país que eu não me arriscaria a pastorear porque eu sei que culturalmente eu não me encaixaria. As pessoas daquela região iriam me causar um enorme desconforto e em contrapartida eu iria incomoda-los tremendamente e o que teriamos na realidade seria um amontoado de gente em conflito por um bom período de tempo. Isso porque não houve um ajuste social e cultural que deveria ter sido levado em conta. Essa pergunta deve ser respondida com séria objetividade porque as pessoas de um modo geral se relacionam através da sua cultura e da sua formação social.



Eu tenho uma habilidade que já foi esgotada no meu ministério atual?



Existem certos pastores que exercem uma função terapêutica em uma determinada congregação. Esses líderes já iniciam o seu trabalho com uma perspectiva bem clara e determinante de uma breve permanência. Talvez tenha sido o caso de uma igreja que enfrentou uma traumática divisão e demanda naturalmente a presença de um pastor com um forte perfil pastoral a fim de amar, cuidar, compreender e promover cura naquele corpo. Temos que estar abertos para entender que eventualmente e em alguns casos a nossa permanência é mesmo por apenas um período específico na vida de uma congregação. Existem certos pastores - por exemplo - que são plantadores de igreja. De um modo geral eles são incríveis naquilo que realizam. Eles começam uma igreja com uma grande rapidez; na primeira semana cinqüenta pessoas são salvas, a oferta supera a expectativa, eles alugam um local de reuniões maravilhoso e nos próximos três anos o que você vê é uma incrível atividade. Porém, o fato é que da mesma maneira que eles edificam muito rapidamente, da mesma forma se eles permanecerem no mesmo lugar por muito tempo podem dividir aquilo que ajudaram a somar. Eu tenho visto pastores levantarem uma igreja e quando esta congregação chaga a duzentas pessoas, ela se divide e é reduzida a cinqüenta pessoas novamente. E novamente de cinqüenta ela se ergue a duzentas pessoas e novamente se divide e volta para os cinqüenta e o ciclo continua. Essa igreja teria seiscentas ou oitocentas pessoas se todos permanecessem na mesma congregação. Por que isso ocorreu? Porque certos líderes tem dons que devem ser usados apenas por um certo período de tempo. E a pergunta que tenho que fazer dentro da minha realidade é: "A minha habilidade já foi esgotada nesse ministério?" Sim ou não?



Minha credibilidade ainda está forte o suficiente para permanecer?



Essa é uma das perguntas mais importantes para decidir se vamos permanecer ou se vamos mudar. Essa pergunta é vital porque quando você perde credibilidade com a sua congregação - decididamente - é hora de mudar. Quando pastores me dizem que a sua congregação já não mais lhe seguem, quando eles já não tem mais influência sobre o seu povo e quando esses sinais estão fortemente presentes, então não há mais nada a fazer a não ser ligar para a companhia de mudanças. Por que? Porque você perdeu a sua credibilidade. Isso não significa necessariamente que você seja uma pessoa de mau caráter, um péssimo líder ou que esteja vivendo em pecado. O que significa é que as pessoas já não lhe seguem mais e se as pessoas não lhe seguem você deixou de influenciar e se você já não mais influencia, isso significa que você já não é mais um líder, porque liderança é influência.



Credibilidade é como ter dinheiro vivo depositado em um banco. Se a sua credibilidade está intacta com o seu povo, então o seu reservatório nesse banco é crescente e os dividendos são adquiridos automaticamente. Quando a credibilidade é quebrada o seu reservatório também é quebrado e as suas reservas simplesmente se esvaem. É fato absoluto que algumas vezes líderes em igrejas - ou em organizações - vão a falência e quando a falência é declarada, torna-se muito difícil encontrar um outro caminho a não ser uma nova transição.



Estou disposto a pagar a preço a fim de ver o crescimento desta igreja/organização?



Quando honesta e sinceramente nos damos conta que não estamos mais dispostos a pagar o preço exigido para ver o crescimento da igreja/organização, então - sem nenhuma dúvida - é hora de ir embora. A razão para isso é que alguém tem que pagar a preço e se não estamos dispostos a isso a coisa mais íntegra a fazer é escrever a carta de demissão. Existem certos aspectos em um determinado ministério que só serão realizáveis em função de um alto preço a ser pago e temos que examinar se este preço será pago por nós ou por uma outra pessoa. Eu estou disposto a pagar o preço?



Se eu tivesse um outro lugar para ir, eu ainda assim, ficaria aqui?



Não faz muito tempo atrás, em conversa com um pastor ele compartilhou comigo a sua experiência e situação do seu relacionamento com a sua igreja. A certa altura da nossa conversa ele me perguntou: "Nélio, o que você acha, devo ficar em minha igreja ou devo ir embora?" A minha resposta a esse querido irmão veio em forma de uma pergunta. Eu lhe perguntei: "Se você tivesse condições de fazer uma transição, se esse convite lhe oferecesse um bom salário e excelentes benefícios, você mudaria?" E ele me disse: "Sim, eu me mudaria." E eu então acrescentei: "Então a sua pergunta já está respondida."




O fato lamentável, porém, esta é a realidade, são inúmeras as vezes em que ficamos em igrejas e organizações não porque desejamos ficar; mas ficamos porque não temos nenhum outro lugar para irmos. Eu tenho ouvido pastores que vem a mim e me dizem: "Mas, para onde eu vou se sair daqui?" Essa pergunta chega às raias de ferir a integridade de alguém. A minha pergunta é: Não ter um outro lugar para ir é razão suficiente para permanecer onde você está? Isso é justo para com as pessoas que pagam o seu salário? Estou perfeitamente consciente que esta é uma questão complicada. Porém, se uma pessoa pode em sã consciência admitir que iria para um outro lugar se houvesse oportunidade, isso em si mesmo já uma razão para mudar. E a razão para isto é que uma pessoa jamais será eficiente quando o seu desejo seria o de estar em um outro lugar.




10. Eu tenho uma atitude positiva em relação ao meu trabalho?



Ao concluir com essa décima pergunta você certamente que pôde perceber que todas essas perguntas não são difíceis de serem respondidas. O problema com essas perguntas é que elas acabam se transformando numa questão emocional. A minha tentativa nada mais e nada menos é do que tentar colocar as emoções de um lado e de outro lado simplesmente poder examinar detida, honesta e objetivamente a possibilidade de tomar uma sábia e correta decisão. Decisão esta que poderá fazer uma diferença fundamental não apenas na minha vida pessoal, no meu ministério, mas também na vida daquele precioso e incalculável tesouro que Deus me deu: a minha família.
Avaliando uma possível mudança de pastorado

1. Quão valioso eu sou para a minha igreja/organização?
1 2 3 4 5
Sem valor - Muito valioso




2. Como tem sido a minha experiência nesta igreja/organização?
1 2 3 4 5
Ruim - Muito boa

3. Quão satisfeito eu me encontro naquilo que estou fazendo?
1 2 3 4 5
Insatisfeito - Muito Satisfeito




4. Qual é a minha imagem?
1 2 3 4 5
Muito ruim - Excelente



5. Será difícil me substituir?
1 2 3 4 5
Não será difícil - Será muito difícil




6. Quão justa é a minha compensação financeira?
1 2 3 4 5
Injusta - Muito Justa




7. O que este trabalho está acrescentando à minha carreira e ao meu potencial?
1 2 3 4 5
Não muito - Está fazendo muito




8. Eu estou trabalhando na igreja/organização errada?
1 2 3 4 5
Igreja errada - Igreja Certa

9. Existe um outro lugar em que eu preferiria ir ou um outro lugar em que eu gostaria de estar?
1 2 3 4 5
Chame a transportadora - Quero morrer aqui




10. Esta presente posição está concretizando a vontade de Deus para a minha vida?
1 2 3 4 5
Não - Sim




Algumas dessas perguntas são dispensáveis para o meu caso, mas as mantive porque podem ajudar a outros, para os quais elas sejam relevantes.


Assunto relacionado: sobre a saída da IEQ



Nélio DaSilva é missionário da SEPAL e oferece treinamento específico na área de Assimilação e Integração de novos membros. Maiores informações podem ser obtidas no site http://www.multiplicando.com/













terça-feira, 22 de julho de 2008

Sonhos - Parte I



Que gostoso é poder deitar numa cama bem macia, com um travesseiro confortável, apagar a luz e... Boa noite!
Ah! Que bom descansar.

O sono é um estado fisiológico temporário, que ocorre periodicamente, caracterizado por supressão da vigilância, desaceleração do metabolismo, relaxamento muscular, diminuição da atividade sensorial, suspensão das experiências conscientes que estão referidas no momento ao indivíduo.
Ele é caracterizado por um padrão de ondas cerebrais típico, essencialmente diferente do padrão do estado de vigília, bem como do verificado nos demais estados de consciência. Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono.

No ser humano, o ciclo do sono é formado por cinco estágios e dura cerca de noventa minutos (podendo chegar a 120 minutos). Ele se repete durante quatro ou cinco vezes durante o sono.
Que delícia poder dormir 10 horas por noite! As mulheres, geralmente, têm mais sono que os homens. :-)

Segundo alguns estudos, ao dormir, os sentidos perdem-se na seguinte ordem: visão, paladar, olfato, audição e tato. O tato desperta ao mais leve toque sobre a pele. É o vigia do corpo adormecido.
Ao despertar, os sentidos voltam nesta ordem:tato, audição, visão, paladar e olfato.

Em geral, quanto mais velho um ser humano fica, de menos tempo diário de sono necessita.

Observe este esquema:

De 0 a 3 anos: mais de 10 horas de sono;
De 4 a 6 anos: em media 10 horas de sono;
De 7 a 8 anos: em media 9 horas de sono;
De 9 a 14 anos: em media 8 horas de sono;
De 15 a 16 anos: em media 7 horas de sono;
De 17 a 50 anos: em media 6 horas de sono;
De 51 a X anos: Podem dormir menos de 6 horas.

Porém, pode haver variação neste quadro, uma vez que isto é relativo a cada pessoa.

O sono é também o estado caracterizado pela aparição concomitante de sonhos. E é sobre este assunto que falarei um pouco numa série de dois ou três posts.

Todos nós sonhamos enquanto dormimos, alguns com mais freqüência, outros com menos. E muitas pessoas não se lembram de seus sonhos, ou da maioria deles.

Mas afinal, o que é um sonho?

Sonho é o conjunto de imagens, de pensamentos ou de fantasias que se apresentam à mente durante o sono.
Para falarmos sobre sonho, podemos estender o assunto no mínimo para três campos: o da ciência, da cultura e da religião, pois em cada um deles podem ter significados diversos.
Como não sou cientista nem antropóloga, o pouco que colocarei aqui será à guisa de uma leiga, com base nalgumas literaturas de Psicologia, também sobre certas culturas e ainda, no campo da religião, abordarei alguns exemplos da Bíblia.
A grande busca de algumas pessoas no que se refere a sonhos é concernente à interpretação deles.
Não muito raro, as pessoas quando sonham com acidentes ficam muito assustadas. Dificilmente uma pessoa não dá importância a um sonho deste tipo. Isto revela que, em maior ou menor intensidade, as pessoas levam em consideração alguns de seus sonhos.
.
.
.
Cultura
.
Talvez se possa indagar qual terá sido o ponto de vista adotado em relação aos sonhos pelas raças primitivas dos homens e que efeito os sonhos teriam exercido na formação de suas concepções do mundo e da alma; porém há uma gama de informações sobre isto, e dificilmente terei condições de avaliá-las, portanto me recolho a uma simples abordagem, não mergulhando em águas tão profundas.
Em algumas tradições culturais e religiosas o sonho é dotado do poder de prever o futuro, seja ele distante ou não.
Alguns tratados sobre a interpretação dos sonhos sobreviveram no Egito, Mesopotâmia e Índia, mas todos se tratam de chaves para decodificação de premonições - nenhum deles propõe, necessariamente, uma interpretação da atividade ou da morfologia do sonhar.

A visão pré-histórica dos sonhos sem dúvida ecoou na atitude adotada para com os sonhos pelos povos da Antiguidade clássica. Eles aceitavam como axiomático que os sonhos estavam relacionados com o mundo dos seres sobre-humanos nos quais acreditavam, e que constituíam revelações de deuses e demônios. Não havia dúvida, além disso, de que, para aquele que sonhava, os sonhos tinham uma finalidade importante, que era, via de regra, predizer o futuro.
A extraordinária variedade no conteúdo dos sonhos e na impressão que produziam dificultava, todavia, ter deles qualquer visão uniforme, e tornava necessário classificá-los em numerosos grupos e subdivisões conforme sua importância e fidedignidade.
A posição adotada perante os sonhos por filósofos isolados na Antiguidade dependia, naturalmente, até certo ponto, da atitude destes em relação à adivinhação em geral.

Para os chineses, por exemplo, os sonhos possuem um valor espiritual muito relevante para sua vida material, pois no sonho descobrem que há outra realidade alternativa a vida material; um outro plano, no qual eles percebem que há uma individualidade que subjaz e transcende, ao mesmo tempo, o molde simples do corpo.
Buscando compreender este mundo do sonhar, portanto, é que os chineses elaborariam algumas fórmulas com as quais pretendiam acessá-lo de forma consciente, tendo um pleno domínio das faculdades emocionais e mentais do espírito. A interpretação dos sonhos seria apenas um recurso acessório e imperfeito para aqueles que não conhecessem estas vias.
A experiência do sonho premonitório, curativo ou revelador já havia sido, provavelmente, vivenciada pelos xamãs chineses e siberianos.

Não estenderei muito na questão da diversidade cultural do significado do sonhar e sua interpretação, pois isso pode tornar-se cansativo e não é o propósito da minha abordagem. Na verdade, o meu foco é mais voltado para que busquemos um equilíbrio sobre o assunto e principalmente uma base bíblica, pois é por este caminho que sou mais questionada a respeito.
.
.
.
Ciência
.
Para a Ciência, o sonho é uma demonstração da realidade do inconsciente, uma experiência deste, durante o período em que dormimos.

Segundo Freud (A interpretação dos sonhos) existe uma técnica psicológica que torna possível interpretar os sonhos, e que, quando esse procedimento é empregado, todo sonho se revela como uma estrutura psíquica que tem um sentido e pode ser inserida num ponto designável nas atividades mentais da vida de vigília

Jung postulou que o sonho sempre demonstra aspectos da vida emocional. Eles têm uma linguagem própria, através de símbolos, portanto para entender um sonho é preciso estudar os símbolos. Na teoria junguiana enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos.

Já para alguns neurocientistas, de modo geral, o sonho é apenas uma espécie de tráfego de informação sem sentido que tem por função manter o cérebro em ordem.

Mas como explicar, por exemplo, alguns casos sobre sonhos, no mínimo interessantes?
Conta-se que Thomas Edson, que estava a desenvolver o fonógrafo, e certa vez sonhou com a manivela, e então pôde finalizar seu projeto (1877).

E ainda o exemplo de Francis Crick, um dos cientistas que descobriu a forma em dupla hélice da molécula de DNA, que sonhou com duas cobras entrelaçadas na noite anterior à grande descoberta.

E também o beatle Paul McCartney sonhou com uma melodia, e no dia seguinte foi para o piano e compôs “Yesterday”, um dos maiores clássicos de todos os tempos.

Essa teoria, de que é apenas tráfego de informação sem sentido, não explica como esses enredos supostamente desconexos são responsáveis por grandes insigths, como os citados acima. E há muitos outros casos de sonhos reveladores em várias áreas da ciência e da arte. O que não impede que os sonhos sirvam também para recuperar a saúde do organismo e do cérebro.

Um relato pessoal: Certa vez, sonhei que havia estragado um aparelho de som do meu pai, daqueles que tocavam disco de vinil e fita K7 (tudo bem, eu tenho 34 anos!!! e tinha uns 14 na época)
E no mesmo sonho, eu aprendi como arrumar. Eu desmontei a tampa de entrada da fita, e com uma chave soltei dois pininhos. Acordei e não me lembrava nem do que tinha sonhado.
No mesmo dia, à tarde, fui ouvir música e coloquei a fita no aparelho, me lembro até da música, era da Madonna (Like a prayer) e de repente: enrosca! e não abre a caixinha, e eu ficando desesperada "como diria aquilo ao meu pai?"
Até que, deu um estalo! Simplesmente meu sonho veio à mente. Naquele momento acho que até fiquei arrepiada, não entendi aquilo direito. Peguei uma chave e fiz exatamente como no meu sonho, sendo que nunca na vida eu havia desmontado um aparelho, nem semelhante. Mas fui exatamente nos pininhos (que nunca tinha visto antes) e consegui soltar a fita e deixá-lo funcionando normalmente.
.
.
Como explicar isto?
.
.
.
Religião
No próximo post, abordarei os exemplos bíblicos de sonhos e interpretação.

Existem sonhos proféticos nos dias atuais?
Deus ainda fala através de sonhos?
Que tipo de sonho tem significado espiritualmente relevante?

Se Deus me der graça, abordarei estes pontos. Até lá.
Fiquem com Deus.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Não sumi...


Oi pessoal!


Não sumi não! rsrsrs


É que estou em férias, e aproveitando para ler alguns livros e estou estudando a Bíblia em ordem cronológica.


Também estou preparando um textinho sobre sonhos.


Algumas pessoas me perguntam sobre significado de sonhos, e eu, sinceramente não tenho uma posição bem definida ainda.


Será que todo sonho tem um significado?


Será que Deus pode revelar algo através dos sonhos?


Então, estou lendo algumas passagens bíblicas sobre o assunto e também alguma coisa secular, por parte da Psicologia.


Uma coisa é certa: não me arrisco a ficar dando interpretações de sonhos para as pessoas, mas é bom termos uma posição a respeito, não acha?


Então...


Em breve colocarei algo a respeito.



Ahhh, também quero colocar algumas observações do livro "Sócrates e Jesus - o debate", pois estou amando a leitura e aprendendo algumas coisas legais =)



É isso aí,



Bjs



Fiquem com Deus



Dri